segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Festejos...

Um dia no ano
marca a passagem do tempo
na biblioteca da sabedoria.
Mas muitos só acumularam engano,
dormiram ao relento
e caminham sem energia...

Um vulto fausto
atravessou olhos
de lentes quadrimensionais.
De liberdade só conheceu pardais,
que traduziu por morcegos.

Cego cego cego,
até numa troca de símbolos...
Num diálogo de consentidas metáforas,
enquanto todo o resto é proibido.

Telas que seriam amadas,
pintadas de alegrias p'ra alma,
apenas buscam mortalhas,
incapaz de subir e voar
com a calma da águia
sem trauma, sem muralhas.

Te busco sabedoria,
que livro não pode dar.
Na devoção do Eu superior,
no plural da imensidão.
Aquela que impregna a alegria,
transmite e refaz...
tudo o que poderia ser imortal.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Grutas

A maior gruta,
Vietnã...
Florestas internas
Riquezas infinitas,
mas a mente continua anã.

Perante o mundo
me maravilho,
ouço o inaudível,
busco o insondável.
Mas essa mente continua anã.

Fala, teclas do feio,
Aleluias o miserável,
vives abaixo do meio,
numa tortura inconstestável.

O poder da vontade atrofias,
a grandeza do amor materializas,
sem reconhecer a imensidão
do inexplicável.

Mente definhando o corpo,
resumindo alegria a orgasmo,
sem jamais compreender o outro...

Perante o que em ti vi...
pasmo!


domingo, 31 de julho de 2011

Conforto...

Nada melhor...
conforto e segurança
no calor do ninho.
Cheiros quentes,
almofadas sedosas,
braços ternos.
Nada melhor...
o que me rodeia é o céu
Me entristeço quando vejo
que poucos são tão ricos.
Desfruto do respeito e admiração
de tantos e tantos.
Que privilégio...
Sou imune, estou imune
sempre o serei
aos espanta ventos
de quem não tem.
A paz é parte da harmonia
do amor e da doçura.
Há quem não acredite,
há quem apenas despreze
por ser incapaz até de imaginar
que a minha realidade existe.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Saudade com jogo de cintura...

O tempo urge compromisso
A vida recorre à vibração,
O sal, o éter, o sol
percorrem um corpo
em gestão.

Perigosos minutos
desaguam no mar eterno.
Suspensa me agarro
numa barca imensa
que de mim desenterro.

Nela tenho memórias,
dignidades e vontades.
Os sonhos adormeceram
Os remos voam secretos
num universo paralelo
lembrando o que era tão belo
apenas de um lado da margem.

Sinfonias silenciosas
descortinam florestas
de ninfas e fadas milagrosas
que chamam centauros
nesta direção...

Lhes viro as costas,
lhes nego a visão,
me enterro em labirintos
de medonha satisfação...

O tempo urge,
o coração...
envolto em escudos reluzentes
num frenezim desce e sobe
do convés ao porão,
para esquecer a manobra
do ainda capitão...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Promo da Chave

http://www.youtube.com/watch?v=hR16keMuYyM

sábado, 18 de junho de 2011

De Albert Einstein

There are only two ways to live your life.
One is as if nothing is a miracle,
and the other is as if everything is a miracle.”

Albert Einstein
Só há duas maneiras de viver a vida.
Uma como se nada fosse um milagre,
outra como se tudo fosse um milagre.

De Albert Einstein

Great spirits have always encountered
violent opposition
from mediocre minds
Albert Einstein

Grandes espíritos sempre encontraram
oposição violenta
da parte de mentes mediocres